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Leia ouvindo: Adele – Make You Feel My Love

Nem todo mundo vai entender os seus medos. Nem todo mundo vai entender porque te entristece abrir mão de planos que já foram por água abaixo. Vão dizer que você foi abençoada – e não é que você discorde disso. Vão insistir que está tudo bem – e não é que você discorde disso também.

Pessoas que nunca falaram com você antes, vão passar a falar. De pessoas que já falavam muito com você antes, você vai querer mais atenção do que recebe. Ou vai querer que elas te deem um tempo. Mas quando falarem, você vai sorrir. Ou vai chorar. Talvez fique de saco cheio. Você vai querer desabafar o tempo todo. Mas nem todo… Tem horas que você vai querer fingir que nada disso existe.

O sono vai aumentar. A azia vai aumentar. A libido vai aumentar. O volume do cabelo vai aumentar. A balança… Meu Deus! Não para de aumentar! Mas a energia vai diminuir. A quantidade de calças que cabem vai diminuir. O salto da sandália vai diminuir. Os goles daquele gorózinho vão diminuir. A paciência… Olha… Ela vai diminuir.

Você deixa de ser você. Nem todos vão perguntar como você está, quase todos vão perguntar como a barriga está. Presentes, em qualquer data, não são mais para gente grande. É tudo de gente pequena. Inclusive os anúncios da sua rede social, que costumavam ser sobre viagens, maquiagens e sapatos. Uma onda de bichinhos de crochê e roupas de cama fofinhas invade a sua vida virtual.

A relação com a sua mãe muda imediatamente. Não, você não deixa de revirar os olhos pras opiniões que não quer ouvir, ou quando ela ainda manda você levar o casaco e você não quer levar o casaco – mas acaba fazendo frio, porque ela sempre acerta. Mas mamãe, mais do que você já considerava, passa a ser uma Super Mulher. Você não compreende como ela foi capaz, naquela época sem internet e a quantidade de livros disponíveis hoje, de dar conta de tudo. E de dois. As vezes três! As vezes até do papai. E dos hormônios. E das mudanças do corpo.

Fotografia: Juliana Manzato

Nem todo mundo vai entender o medo que você sente da gravidade que agirá no seu corpo. “Já tem nome?” Nem todo mundo vai entender que você pode, sim, continuar aquele exercício louco que você fazia antes disso tudo mudar. “Mas e qual é o nome?” Vão dizer que você já está com cara de mãe – e pode ser que você discorde disso. “Tive uma ideia de nome!” Vão insistir que você deve conversar com a sua barriga – e pode ser que você discorde disso também. “Ah, finalmente um nome!”

Pode ser que as semanas passem – porque toda contagem passa a ser em semanas – e você não entenda absolutamente nada do que está acontecendo. Pode ser que fique mais confusa do que estava no início. Os medos vão aumentar. A ansiedade vai aumentar. Mas sabe o que mais aumenta, mesmo? O amor.

Se você tiver a minha sorte, vai perceber como é grande a quantidade de pessoas em sua volta que te ama. Que faz tudo o que faz – das perguntas aos presentes, das preocupações à comidinha – simplesmente porque, acima de tudo, o amor é incondicional. Se você tiver a minha sorte, vai viver rodeada de gente que lembra de você e da sua barriga toda vez que vê um mimo diferente, um programinha de TV bonitinho, uma dica super eficaz praquela dor chata no seu estômago.

Se você acha que não tem a minha sorte, tudo que desejo é que você a encontre. Seja no amor que sente por si mesma, ou no amor que sente por aquilo que ainda nem existe. Sabe por quê? Digo pra você o que me dizem: está tudo bem! Você foi abençoada. E vai ficar tudo bem!

“Desejo que você tenha a quem amar. E, quando estiver bem cansado, ainda exista amor pra recomeçar…” Porque a maior verdade, sobre isso tudo, é que parece que a vida recomeça. E a segunda maior verdade, sobre isso tudo, é que o amor pode curar toda dúvida que possa existir.

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Uma carioca branquela, bagunceira e desbocada. Uma mulher questionadora, inquieta e expansiva. Uma amante do mundo, dos cachorros e de pessoas apaixonadas pela vida.
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|RECOMEÇO| ->CotidianoDela
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